Se ser mãe traz um universo de emoções controversas o que dizer do convívio amoroso (e por vezes desamoroso) diário? Nunca acreditei em contos de fadas, em felizes para sempre, em alma gêmea, nunca pensei que fosse fácil, mas não imaginava que seria tão difícil.
Confesso: tenho vontade de matar o meu marido pelo menos três vezes por dia. Os motivos são ridiculamente banais. A última vontade abrasadora, mas controlável de correr para a cozinha, pegar o faca de pão e fazer do meu esposo picadinho, foi hoje, na hora do jantar. Depois do meu sangue ferver, imaginei a manchete que daria notícia da carnificina: "Mulher mata marido por comer a omelete errada", me dei conta da comicidade da situação, respirei fundo e sorri benevolente. Por Deus, sorte ou análise a vontade passa no mesmo lampejo de tempo em que vem.
Freud sopra ao pé do ouvido e entendo: escapei de todos os grandes dramas do casamento. Restaram as idiossincrasias irritantes de todo dia. Três vezes ao dia...
vc não esta sozinha, tenho vontade de jogar o meu pela janela 10 vezes por dia!!
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